Desde que somos alfabetizados, lá pelos 6 anos de idade, escrevemos bilhetes, cartas, cartões, redações, diários, agendas, já escrevemos palavras de amor e também de ódio em número suficiente para encher todo um dicionário e formar enciclopédias de 20 volumes. Além de passar de ano na escola e mandar uma cantada para o rapaz da mesa ao lado, escrever é e sempre será uma bela forma de desabafar, botar para fora os sentimentos que não cabem no peito e se transformam em palavrinhas, às vezes, em palavrões! Falamos com pessoas que, cada uma a seu modo, como eu, usam a escrita como porta-voz do coração.
Na infância e na pré-adolescência, muita gente faz do diário um grande amigo, capaz de guardar os maiores segredos e não contar nunca pra ninguém! É uma auto-análise, botar no papel ajuda a processar qualquer coisa pela qual eu esteja passando. Escrever faz com que eu me distancie um pouco e tenha outro ponto de vista, o que sempre ajuda.. é meu confidente, um lugar onde posso dizer o que penso e o que sinto.
Quando falo de alguma coisa mais secreta, às vezes uso metáforas, símbolos, analogias... E as pessoas das quais escondia o diário (pais, principalmente) continuam "não os lendo", ou seja: quando o fazem, fazem sem que a gente saiba, como naquela época... rrs
"Abrir o coração numa página virtual ou de papel pode ser revelador.."